Do mapa de valor ao SRE: entregas rápidas, confiáveis e sustentáveis

DORA, SLO/SLI, error budget, automação de incidentes e otimização de custos.

2-4 sem
Primeiros SLOs
↓ 30-50%
MTTR
↓ 20-40%
Change Failure Rate

Práticas e Stack Value Stream & SRE

Value Stream Mapping

Mapeamento do fluxo de valor: da ideia ao deploy em produção. Identificação de gargalos, handoffs, wait times. Métricas: Lead Time, Cycle Time, Process Time. Priorização de melhorias com maior impacto.

Métricas DORA

Lead Time (commit→prod), Deployment Frequency, MTTR (Mean Time to Restore), Change Failure Rate. Dashboards Grafana/Datadog. Baseline→Metas→Acompanhamento contínuo.

Fluxo e WIP

Limites de Work In Progress (WIP) por fase. Eliminação de aprovações manuais desnecessárias. Visualização Kanban/Scrumban. Redução de batch sizes (releases menores e frequentes).

SRE: SLO e SLI

SLI (Service Level Indicators): latência p95/p99, taxa de erro, disponibilidade. SLO (Service Level Objectives): metas quantificadas (ex: 99.9% uptime). Error Budget: tolerância a falhas antes de congelar features.

Observabilidade

Prometheus/Grafana para métricas e alertas. Loki para logs. Tempo/Jaeger para traces distribuídos. Correlação automática: métrica→log→trace. Dashboards customizados por serviço/time.

Gestão de Incidentes

PagerDuty ou Opsgenie para on-call schedules, escalation policies. Integração com Slack/Teams. Runbooks automatizados (Argo Workflows, Ansible). Postmortems blameless obrigatórios.

ITSM Integrado

ServiceNow ou Jira Service Management para change requests, incident tracking. Automação: alerta→ticket→notificação→remediation. Métricas de MTTR, MTTD (Mean Time to Detect).

FinOps

Tagging de recursos cloud por serviço/time/ambiente. Dashboards de custo em tempo real. Alertas de gastos anômalos. Recomendações de rightsizing. Chargeback/showback para times.

Processo de Implementação

1

Descoberta e Mapa de Valor

Workshop de Value Stream Mapping (2-3 dias). Identificar etapas, handoffs, wait times, rework. Calcular Lead Time e Process Efficiency. Priorizar top 3 gargalos.

2

Definição de SLO/SLI

Selecionar serviços críticos. Definir SLI relevantes (ex: API latency < 200ms p95). Estabelecer SLO realistas (ex: 99.9% uptime). Calcular error budget inicial.

3

Instrumentação e Alertas

Instrumentar aplicações (OpenTelemetry). Configurar alertas baseados em SLO. Definir runbooks para incidentes frequentes. Setup on-call schedules (PagerDuty/Opsgenie).

4

Melhoria Contínua

Postmortems blameless após incidentes P1/P2. Revisão quinzenal de DORA metrics. Ajuste de SLO conforme evolução. Automação de toil (trabalho manual repetitivo).

Timeline e Ganhos

VSM Workshop

2-3 dias

SLO/SLI Setup

2-4 semanas

Observabilidade

2-3 semanas

FinOps

3-5 semanas

Resultados esperados

  • Lead Time: ↓ 40-60%
  • MTTR: ↓ 30-50%
  • Change Failure Rate: ↓ 20-40%
  • Toil (trabalho manual): ↓ 40-70%
  • Custo cloud: ↓ 15-30% (via FinOps)
  • Satisfação de devs: (menos interrupções, menos toil)

Ferramentas por Categoria

Value Stream

Ferramentas: Miro, LucidChart (para VSM visual)

Métricas: Jira, Azure DevOps, GitHub APIs para DORA

Observabilidade

Open Source: Prometheus, Grafana, Loki, Tempo, Jaeger

SaaS: Datadog, New Relic, Elastic APM

Incidentes

On-call: PagerDuty, Opsgenie

ITSM: ServiceNow, Jira Service Management

FinOps

Cloud native: AWS Cost Explorer, Azure Cost Management

Multi-cloud: CloudHealth, Kubecost, Infracost

Princípios SRE (Google)

  • SLO/Error Budget: balancear velocidade vs confiabilidade
  • Reduzir toil: automatizar trabalho manual repetitivo
  • Postmortems blameless: aprender com falhas sem culpar indivíduos
  • Monitorar SLI, não tudo: focar em métricas que importam para o usuário
  • Capacidade de carga: planejar crescimento com load testing

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